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Tabuleiro superior da Ponte Luís I com uma composição amarela do metro a atravessar sobre o rio Douro, no Porto

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Ponte Luís I: como atravessar a ponte mais famosa do Porto e ver as outras cinco

A Ponte Luís I (Dom Luís I Bridge) é o arco de ferro de dois tabuleiros que liga a Ribeira, no Porto, às caves de vinho do Porto de Vila Nova de Gaia. Os dois tabuleiros estão abertos a peões, de graça, 24 horas por dia. Este guia trata da história, da melhor forma de a atravessar a pé, de onde a fotografar e do cruzeiro das seis pontes que passa por baixo dela, a partir de 18 € na GetYourGuide (setembro de 2026).

19 min de leitura Atualizado 2026-09-02 8 perguntas frequentes

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Em resumo

Custo para atravessar
Grátis, nos dois tabuleiros, 24 h por dia
Inauguração
31 de outubro de 1886 (Wikipédia)
Engenheiro
Théophile Seyrig, antigo sócio de Eiffel
Tempo a contar
45 min para os dois tabuleiros; 2 h com miradouros
Melhor altura
Das 08:00 às 09:30 ou na hora a seguir ao pôr do sol
Cruzeiro por baixo
Cruzeiro das seis pontes, 18 € por adulto (GetYourGuide, set. 2026)

O que é a Ponte Luís I e porque toda a gente a atravessa

A Ponte Luís I é a ponte do Porto de todos os postais: um arco de ferro forjado, com um tabuleiro suspenso por baixo e outro assente no topo. Liga a Ribeira, na margem do Porto, a Vila Nova de Gaia, onde as caves de vinho do Porto se alinham ao longo do cais. Desde 1996 integra a classificação da UNESCO “Centro Histórico do Porto, Ponte Luiz I e Mosteiro da Serra do Pilar”, segundo a Wikipédia.

O tabuleiro inferior leva o trânsito local e um passeio largo de cada lado; o superior leva a Linha D do Metro do Porto e apenas peões. Não há bilhete, cancela nem hora de fecho para quem vai a pé. O bilhete de metro só conta se atravessar dentro da carruagem.

Números que interessam

  • Vão do arco principal: 172 m, o maior do género no mundo à data da construção, segundo a Wikipédia.
  • Comprimento do tabuleiro superior: cerca de 395 m; o inferior tem cerca de 172 m (Wikipédia).
  • Altura do tabuleiro superior: cerca de 45 m acima da água na maioria das fontes; a ficha da Wikipédia dá 70 m ao conjunto da estrutura, por isso trate ambos como aproximados.
  • Construída entre 1881 e 1886 pela belga Société de Willebroek, a partir do projeto de Théophile Seyrig; inaugurada a 31 de outubro de 1886, com o tabuleiro inferior aberto em 1887 (Wikipédia).
  • Teve portagem de 1886 até 1 de janeiro de 1944, segundo a Wikipédia. Hoje é gratuita.

Nas pesquisas aparece como “ponte do Porto”, “ponte Eiffel do Porto” ou “Ponte Dom Luís”. As duas primeiras enganam: Eiffel concorreu ao concurso de 1880 e perdeu, segundo a Wikipédia, e ganhou o seu antigo sócio Seyrig. A ponte que Eiffel assinou mesmo no Porto é o arco ferroviário dois quilómetros a montante, tratado abaixo.

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Passeios e bilhetes que incluem a ponte

Atravessar a ponte a pé não custa nada. As opções abaixo servem para a ver do rio ou de cima, ou para poupar as pernas na subida entre os dois tabuleiros. Preços por adulto.

Formas de ver a Ponte Luís I: preços da GetYourGuide (setembro de 2026), dos sites oficiais dos operadores e da Wikipédia em português, conforme indicado
OpçãoEscalão de preçoDuraçãoIdeal para
Atravessar os dois tabuleiros a péGrátis45 minToda a gente; a melhor vista do arco é do tabuleiro que passa por cima dele
Cruzeiro das seis pontes (4,2★, 16 015 avaliações na GetYourGuide)18 €50 minVer as seis pontes do Porto de baixo, num só circuito
Linha D do metro pelo tabuleiro superior (tarifário do Metro do Porto)1,40 € bilhete simples Z2 + 0,60 € do cartão2 minPernas cansadas; a vista da janela é curta, mas conta
Teleférico de Gaia, do Cais de Gaia ao Jardim do Morro6 € só ida, 9 € ida e volta (Wikipédia PT; confirme no local)5 minEvitar a subida do lado de Gaia com a ponte à vista
Funicular dos Guindais, da Ribeira à Batalha2,50 € por adulto (Wikipédia PT); encerrado para obras desde 18 de julho de 20262,5 minEvitar a subida do lado do Porto, assim que reabrir
Porto Bridge Climb na Ponte da Arrábida (site do operador)20 €40 minSubir ao arco de outra ponte, a 65 m de altura

Para a maioria dos visitantes, a combinação certa é a travessia a pé mais o cruzeiro. A pé fica com a vista a partir da ponte; de barco fica com a vista da ponte, e é a única maneira de alinhar os seis vãos em menos de uma hora. Reserve o cruzeiro ao fim da tarde se quiser o arco em contraluz, ou o barco das 10:00 para ter o convés vazio.

História breve: da ponte pênsil à linha do metro

Antes de 1886, o Porto atravessava aqui o Douro pela Ponte Pênsil, uma ponte suspensa inaugurada a 17 de fevereiro de 1843 com projeto de Stanislas Bigot, 170 m de comprimento e oito cabos de ferro, segundo a Wikipédia em português. Os dois pilares de granito e as ruínas da casa da portagem continuam de pé na margem da Ribeira, logo a poente da ponte de ferro. É esta a “ponte suspensa do Porto” que as pessoas procuram: foi demolida em 1887, um ano depois de abrir a sucessora.

A cidade lançou um concurso em novembro de 1880. Concorreram onze empresas, entre elas a de Gustave Eiffel e a Schneider & Co., e a Société de Willebroek ganhou com o projeto de dois tabuleiros de Seyrig, segundo a Wikipédia. A obra decorreu de 21 de novembro de 1881 a 30 de outubro de 1886. O rei D. Luís I emprestou o nome, mas não apareceu na inauguração, uma desfeita que o Porto ainda recorda.

O tabuleiro superior levou trânsito automóvel durante mais de um século. Em 2003, a nova Ponte do Infante ficou com os carros, o tabuleiro foi refeito para carris e a Linha D do Metro do Porto começou a atravessar a 18 de setembro de 2005, segundo a Wikipédia. O inferior manteve autocarros e carros, e ambos mantiveram os passeios.

Como atravessar os dois tabuleiros (a ordem conta)

Os dois tabuleiros estão separados por 45 m de altura e não há elevador nem escada dentro da própria ponte. Sobe-se numa ponta, atravessa-se e desce-se na outra. Faça o circuito neste sentido para subir uma vez e descer uma vez:

  1. Comece no Cais da Ribeira e atravesse o tabuleiro inferior para Gaia: cinco minutos, plano, com passeio dos dois lados. O passeio do lado de jusante dá a melhor vista sobre a Ribeira.
  2. Vire à esquerda pela Avenida Diogo Leite, passe os quiosques dos cruzeiros e siga até à estação do teleférico. Suba ao Jardim do Morro (cerca de cinco minutos) ou faça o caminho em ziguezague em dez.
  3. Atravesse o Jardim do Morro até ao tabuleiro superior. Regresse ao Porto pelo passeio de jusante, para ter a Ribeira à frente, e mude de lado a meio do vão para apanhar a Serra do Pilar e Gaia atrás de si.
  4. Do lado do Porto sai junto à Sé do Porto. Desça pelas ruelas do Barredo até à Ribeira ou apanhe o Funicular dos Guindais na Batalha, assim que reabrir.

Como é cada tabuleiro

O tabuleiro inferior é a travessia de serviço: autocarros, táxis e um fluxo contínuo de gente a caminho das caves. É barulhento, fica junto à água e é o melhor sítio para ver os barcos rabelos passarem sob o arco. O superior é mais calmo, mas exposto. As composições do metro passam de poucos em poucos minutos, a passo de homem, atrás de uma vedação baixa, e o guarda-corpo da beira dá pelo peito.

O vento é o problema prático lá em cima. A brisa atlântica sobe a garganta do rio quase todas as tardes e pode tornar o tabuleiro superior desagradável mesmo quando a Ribeira parece calma. Segure os chapéus, prenda o telemóvel com uma fita e atravesse de manhã se as fotografias forem importantes. Não há abrigo nem sombra em nenhum dos tabuleiros.

Melhores miradouros e sítios para fotografar a ponte do Porto

A ponte fotografa-se melhor de cima e do lado de Gaia, porque a margem do Porto sobe a pique atrás dela. Quatro pontos cobrem todos os ângulos:

  • Jardim do Morro (Gaia, à cota do tabuleiro superior): a escolha de quem vai ver o pôr do sol, com o arco, a Ribeira e o metro no mesmo enquadramento. Gratuito, parque aberto, cheio desde uma hora antes do pôr do sol no verão.
  • Miradouro da Serra do Pilar (Gaia, acima do Jardim do Morro): mais alto e mais aberto, apanha o arco inteiro e o rio até à Ponte do Infante. O recinto do mosteiro está aberto ao público desde finais do século XX, segundo a Wikipédia; o terraço é gratuito.
  • Cais de Gaia (ao nível do rio): o ângulo baixo clássico, com as caves atrás de si e o arco inteiro refletido na água ao anoitecer. As esplanadas cobram pelo lugar, o muro do cais é gratuito.
  • Miradouro da Ribeira e o muro dos Guindais (lado do Porto): olha-se para a face de baixo do arco e para a encosta de Gaia. Melhor de manhã, com o sol nas costas.

Pôr do sol e hora azul

O sol põe-se atrás da Foz, a jusante, por isso, do Jardim do Morro, a ponte fica iluminada de lado e as fachadas da Ribeira ficam alaranjadas. A melhor fotografia é 20 a 30 minutos depois, quando a iluminação acende e o rio fica azul; a essa hora já saiu quase toda a gente. Leve um tripé pequeno ou apoie o telemóvel no muro: o guarda-corpo vibra quando passam as composições.

As outras pontes do Porto: quantas são e qual é a de Eiffel

O Porto tem seis pontes sobre o Douro entre a cidade e Vila Nova de Gaia, e daí o nome do cruzeiro das seis pontes. Quem procura “7 pontes” conta a Ponte Pênsil, já demolida, ou a ponte da autoestrada em Gondomar, que fica fora do circuito. Do mar para o interior, são estas:

As seis pontes do Porto pela ordem em que um cruzeiro saído da Ribeira as encontra (datas e dimensões da Wikipédia)
PonteInauguraçãoEngenheiroO que atravessaNúmero a reter
Ponte da Arrábida22 de junho de 1963Edgar CardosoTrânsito de autoestrada, corredor da A1Arco de betão de 270 m, recorde mundial à data
Ponte Luís I31 de outubro de 1886Théophile SeyrigLinha D do metro em cima, estrada e peões em baixoArco de ferro de 172 m, dois tabuleiros
Ponte do Infante30 de março de 2003Adão da FonsecaTrânsito automóvel retirado do tabuleiro superior da Luís IArco de 280 m, a 75 m do rio
Ponte Maria Pia4 de novembro de 1877Gustave Eiffel com SeyrigNada desde 1991; Monumento NacionalArco de ferro forjado de 160 m, 60 m de altura
Ponte de São João24 de junho de 1991Edgar CardosoComboios da Linha do Norte, do Porto a Lisboa1140 m de comprimento, vão principal de 250 m
Ponte do Freixo1995António ReisDois tabuleiros rodoviários, a travessia da via de cintura705 m repartidos por oito vãos

A ponte de Eiffel no Porto é a Ponte Maria Pia

Metade das pesquisas por “ponte Eiffel Porto” aponta para a ponte errada. A empresa de Gustave Eiffel construiu a Ponte Maria Pia, arco ferroviário inaugurado a 4 de novembro de 1877, com Seyrig como parceiro de projeto; com 160 m, era então o maior vão em arco único do mundo, segundo a Wikipédia. Levou comboios a 20 km/h em via única até a Ponte de São João a substituir, em 1991, e está vazia desde aí, Monumento Nacional desde 1982.

A Ponte Luís I, nove anos mais nova e com mais 12 m de vão, foi projetada por Seyrig depois de se separar de Eiffel. Ou seja, a ponte que toda a gente atravessa é “ao estilo Eiffel”, e a verdadeira só se vê do cruzeiro ou do passeio da Ponte do Infante. Valem as duas: o arco da Maria Pia é mais fino, o da Luís I mais robusto e mais movimentado.

Ponte da Arrábida: a que se pode subir

A Ponte da Arrábida, a mais ocidental das seis, deteve o recorde mundial de arco de betão com 270 m quando abriu, em 1963, segundo a Wikipédia. Desde 2016, o Porto Bridge Climb leva grupos pequenos ao alto do arco: cerca de 40 minutos, 262 degraus, idade mínima de 12 anos, 20 € por pessoa, segundo o site do operador (setembro de 2026). É o mais parecido com uma subida a uma ponte no Porto; à Ponte Luís I não se sobe.

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Ver as seis pontes a partir do rio

O horário faz toda a diferença: quando atravessar

  • Das 08:00 às 09:30: o tabuleiro superior está quase vazio, a luz bate na Ribeira de nascente e o vento ainda não começou. A melhor altura para fotografias e para quem leva crianças.
  • Ao meio-dia: luz dura e sol a pique nos dois tabuleiros; serve para atravessar, não serve para fotografar.
  • Das 17:00 ao pôr do sol, de junho a setembro: os 90 minutos mais concorridos do dia no tabuleiro superior e no Jardim do Morro. Grupos de autocarro, passageiros de navios de cruzeiro e todos os hostels da cidade convergem aqui.
  • Depois de escurecer: a ponte fica iluminada, a multidão dissolve-se meia hora depois do pôr do sol e os tabuleiros continuam abertos. Volte à Ribeira pelo tabuleiro inferior, pelos reflexos.
  • Tempo: nas tempestades de inverno, o tabuleiro superior pode ser fechado a peões por segurança; o inferior mantém-se aberto. Com chuva, as chapas metálicas ficam escorregadias.

Por estação, de abril a junho e do fim de setembro a outubro tem a melhor combinação de luz, temperatura e multidões suportáveis. Agosto é o pico: calor, vento à tarde e ombro com ombro ao pôr do sol. O cruzeiro das seis pontes segue o mesmo padrão, com o barco das 10:00 a sair meio vazio e o das 17:00 esgotado com dias de antecedência.

Como poupar (há pouco por que pagar)

  • A ponte, o Jardim do Morro, o terraço da Serra do Pilar e os dois cais ribeirinhos são gratuitos. Não pague a ninguém pelo “acesso” a um miradouro.
  • Aproveite a travessia da Linha D como passeio turístico: um bilhete simples Andante Z2 custa 1,40 €, mais 0,60 € do cartão reutilizável, segundo o tarifário do Metro do Porto. Um título de 24 horas Z2 custa 5,15 € na mesma página e cobre também a mudança de linha em Trindade para o aeroporto.
  • O Funicular dos Guindais cobra 2,50 € a adultos e 1,25 € a crianças dos 4 aos 12 anos, com tarifa de 1,90 € para quem tem Porto Card, segundo a Wikipédia em português; está encerrado para obras à data deste texto.
  • O teleférico é o elevador caro: 6 € só de ida, segundo a Wikipédia em português, contra um caminho gratuito de dez minutos. Pague pela vista ou por ter as pernas cansadas, não por ser a única forma de subir.
  • O cruzeiro das seis pontes custa os mesmos 18 € no site parceiro e nos quiosques de Gaia (setembro de 2026). Crianças com menos de 4 anos viajam sem pagar com os operadores, e o Porto Card não inclui de momento o cruzeiro na lista de benefícios.

Não vale a pena pagar: os restaurantes de “ponto de fotografia” do Cais de Gaia, que cobram preços de esplanada pela vista que tem de graça no muro do cais dez metros ao lado, nem visitas guiadas a pé cuja única paragem é a ponte. Guarde o dinheiro para uma prova numa cave.

Como chegar: lado da Ribeira, lado de Gaia, tabuleiro superior

Tabuleiro inferior, lado do Porto (Cais da Ribeira)

De São Bento, desça pela Rua das Flores e pela Rua de Mouzinho da Silveira, 12 minutos. Da Sé do Porto, as escadinhas do Barredo levam oito minutos, a pique. O autocarro 500 da STCP sai da Praça da Liberdade e para na Ribeira; confirme o percurso no site da STCP. O passeio do tabuleiro inferior começa no extremo nascente do Cais da Ribeira, junto aos pilares da antiga Ponte Pênsil.

Tabuleiro superior, lado do Porto (Sé / Batalha)

O tabuleiro superior desemboca junto ao terreiro da Sé. A Linha D para em São Bento e a estação seguinte já é o Jardim do Morro, do outro lado: dois minutos de travessia. Da Praça da Batalha são cinco minutos a pé pela Avenida de Vimara Peres.

Lado de Gaia (Jardim do Morro e Cais de Gaia)

A estação de metro do Jardim do Morro dá diretamente para o tabuleiro superior. O Cais de Gaia, à cota do tabuleiro inferior, fica a dez minutos de descida em ziguezague ou a cinco de teleférico, que percorre 562 m, segundo a Wikipédia em português; o site do operador indica das 10:00 às 20:00, todos os dias, de finais de abril a finais de setembro.

Estacionamento e acessibilidade

Não vá de carro a nenhum dos extremos. A Ribeira é pedonal e o parque ribeirinho de Gaia enche a meio da manhã no verão. Os tabuleiros têm passeios sem degraus, mas subir do rio ao tabuleiro superior sem funicular nem teleférico obriga a vencer cerca de 45 m a pique. Em cadeira de rodas, atravesse à cota a que chegou ou use o metro para mudar de nível: São Bento e Jardim do Morro têm elevadores.

Nas redondezas, a dez minutos a pé

  • A Ribeira e a cidade velha: as arcadas, a Praça da Ribeira e as ruelas do Barredo sobem a partir do extremo do Porto do tabuleiro inferior.
  • Caves de vinho do Porto em Gaia: Sandeman, Cálem e Ferreira ficam a cinco minutos do extremo de Gaia do tabuleiro inferior; veja os cruzeiros com prova de vinho se quiser juntar a prova ao barco.
  • A Sé do Porto e o seu terreiro, no extremo do Porto do tabuleiro superior.
  • O Mosteiro da Serra do Pilar, a igreja redonda acima do Jardim do Morro, parte da mesma classificação da UNESCO que a ponte.
  • Barcos rabelos atracados junto ao cais de Gaia: as barcaças de fundo chato que desciam o rio com o vinho do Porto e o modelo que os barcos de cruzeiro copiam.
  • Outras atrações do Porto, como o Palácio da Bolsa e a Igreja de São Francisco, cinco minutos a poente ao longo do cais da Ribeira.

Verificado na prática

  • Atravesse primeiro o tabuleiro inferior e só depois o superior. Ao contrário, são duas subidas e uma descida mais dura até à Ribeira.
  • No tabuleiro superior, siga pelo passeio de jusante (poente) para ter a Ribeira à vista; o lado de montante olha para a Ponte do Infante e para a garganta do rio, mais calmo e melhor para um plano largo.
  • As composições passam perto e devagar. Pare quando uma se aproximar: a vedação do lado da via é baixa e as pessoas recuam para cima de quem passa.
  • Leve um casaco corta-vento mesmo em agosto. O tabuleiro superior está muitas vezes 5 °C mais frio do que a Ribeira e as rajadas chegam sem aviso.
  • Não há casas de banho na ponte. Use as da estação do teleférico em Gaia ou as das imediações da Praça da Ribeira antes de atravessar.
  • Há músicos de rua e angariadores no extremo do Porto do tabuleiro inferior; os quiosques de cruzeiros do Cais da Ribeira vendem bilhete na hora a 20 €, contra 18 € do lado de Gaia, segundo os sites dos operadores (setembro de 2026). Atravesse primeiro se pensa comprar no cais.
  • A ponte fica melhor vista da água. Se só tiver uma atividade paga no Porto, o cruzeiro das seis pontes dá-lhe esta ponte e as outras cinco em 50 minutos.

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A nossa opinião

O que funciona

  • Grátis, aberta 24 horas, sem bilhete nem fila
  • Duas vistas diferentes: ao nível do rio e a 45 m de altura
  • Metro por cima a 1,40 € quando as pernas cedem
  • Liga a Ribeira às caves de Gaia em cinco minutos a pé
  • Classificada pela UNESCO e o melhor sítio para fotografar na cidade
  • O cruzeiro das seis pontes passa mesmo por baixo do arco

A ter em conta

  • O tabuleiro superior é ventoso, exposto e aberto dos lados
  • Muita gente ao pôr do sol no tabuleiro superior e no Jardim do Morro, de junho a setembro
  • Subida a pique de 45 m entre tabuleiros; o funicular está encerrado para obras (julho de 2026)
  • O teleférico custa 6 € só de ida por cinco minutos de percurso
  • As composições do metro passam a um metro dos peões no tabuleiro superior

Perguntas frequentes

Pode-se atravessar a Ponte Luís I a pé?

Sim. Os dois tabuleiros da Ponte Luís I têm passeios e estão abertos a peões, sem pagar, de dia e de noite. O inferior é uma travessia plana de cinco minutos entre o Cais da Ribeira e o Cais de Gaia. O superior corre ao lado da via do metro, a cerca de 45 m, e liga a zona da Sé ao Jardim do Morro.

Como se chama a ponte famosa do Porto?

A ponte de ferro de dois tabuleiros chama-se Ponte Luís I, escrita em inglês como Dom Luís I Bridge. Foi projetada por Théophile Seyrig e inaugurada a 31 de outubro de 1886, segundo a Wikipédia. É muitas vezes confundida com uma ponte de Eiffel; a ponte de Eiffel no Porto é a ferroviária Maria Pia, a montante.

A ponte do Porto é de Eiffel?

A que quase toda a gente atravessa, não. A empresa de Gustave Eiffel construiu a Ponte Maria Pia, ferroviária, inaugurada em 1877 e sem uso desde 1991. A Ponte Luís I foi projetada pelo antigo sócio de Eiffel, Théophile Seyrig, depois de Eiffel perder o concurso de 1880, segundo a Wikipédia. As duas fazem parte do percurso do cruzeiro das seis pontes.

Quantas pontes tem o Porto?

Seis pontes atravessam o Douro entre o Porto e Vila Nova de Gaia: Arrábida (1963), Luís I (1886), Infante (2003), Maria Pia (1877), São João (1991) e Freixo (1995), segundo a Wikipédia. Quem conta sete soma a Ponte Pênsil de 1843, já demolida, cujos pilares ainda estão ao lado da Ponte Luís I, ou uma ponte de autoestrada a montante.

Qual é a altura da Ponte Luís I?

O tabuleiro superior fica cerca de 45 m acima do rio na maioria das fontes, e o arco principal vence 172 m; a ficha da Wikipédia dá 70 m à altura total da estrutura. O inferior está poucos metros acima da água, e daí as duas travessias serem tão diferentes.

O metro passa por cima da Ponte Luís I?

Sim. A Linha D (amarela) do Metro do Porto atravessa o tabuleiro superior desde 18 de setembro de 2005, segundo a Wikipédia, entre São Bento, no Porto, e o Jardim do Morro, em Gaia. Um bilhete simples Andante Z2 custa 1,40 €, mais 0,60 € do cartão, segundo o tarifário do Metro do Porto. Os peões partilham o tabuleiro, separados por uma vedação baixa.

Onde é a melhor vista da ponte do Porto?

O Jardim do Morro e o Miradouro da Serra do Pilar, em Gaia, dão a vista alta clássica, com a Ribeira por trás do arco. O Cais de Gaia, ao nível do rio, é melhor ao anoitecer, pelos reflexos. Do rio, o cruzeiro das seis pontes passa por baixo do arco; do lado do Porto, o Miradouro da Ribeira olha para a face de baixo.

Qual é a melhor forma de ver todas as pontes do Porto?

O cruzeiro das seis pontes, um circuito de 50 minutos da Ribeira ou de Gaia sob os seis vãos, da Arrábida ao Freixo, é a única maneira prática de as ver de seguida; custa 18 € por adulto na GetYourGuide (setembro de 2026). A pé chega à Luís I, à do Infante e à da Arrábida; a Maria Pia e a de São João veem-se melhor do barco.